segunda-feira, 2 de abril de 2007

Lagoa de Pataias

Situa-se junto da povoação de Pataias, concelho de Alcobaça. Localizada num dos principais eixos migratórios de aves aquáticas, é uma zona húmida imprescindível, na região, para o repouso e abrigo das aves invernantes. Abrange uma área de 1 a 2 ha, em que o eixo maior é de cerca de 400 metros e o menor de cerca de 125 metros.
A depressão ocupada pela Lagoa é constituída por solos arenosos, sendo a vegetação em volta pobre em espécies, devido à predominância de um ecossistema de pinhal, ao corte do mato e a outras acções humanas. A margem sul é a mais rica em vegetação terrestre/aquática, observando-se uma linha de vegetação lenhosa ripícola constituída por salgueiros (género Salix) e gramíneas típicas. Na parte adjacente da massa de água existe uma grande abundância de macrófitas aquáticas com a parte aérea emersa, dominada por Phragmites australis e outras espécies do género Typha. Ao meio da Lagoa podem observar-se manchas de golfão-branco (Nymphaea alba) e, em vários locais perto das margens, plantas flutuantes da família das Lemnaceas. Podem ainda observar-se acácias (Acacia longifolia), espécie infestante de que existem exemplares ao longo das estradas e em áreas mais frescas.
Algumas da
s aves que podem ser observadas na Lagoa são o galeirão (Fulica atra), a galinha-de-água (Gallinulla chloropus) e o pato-real (Anas platyrrhnchus). Alguns anfíbios comuns, como o sapo-comum (Bufo bufo) e a rã-verde (Rana perezi), também podem ser observados facilmente. No caso dos peixes podem ser identificados a gambúsia (Gambusia holbrooki) e o ruivaco (Chondrostoma oligolepis).

1 comentário:

Sofia Quaresma disse...

Outono, época de intervenções em Pataias: caniço senescente (com a sua função sazonal depuradora já cumprida) foi removido das margens e aproveitou-se a cota ainda muito baixa (não choveu ainda!!!) para remover MAIS resíduos sólidos das margens. Faltam-nos as podas aos salgueiros. Este Verão houve uma má surpresa: os lagostins atingiram um efectivo elevado e abandonaram a lagoa através de uma vala que culmina na avenida principal da vila. (Já pensaram porquê? Flata de alimento é a causa mais provável!)Resultado-lagostins e mais lagostins atropelados na estrada principal.Insólito. Interceptámo-los nessa vala mas alguns Pataienses, deram uma ajuda preciosa na captura para isco e consumo: bastaram-me algumas horas do primeiro dia para desitir de informar que a qualidade da água não viabilizava o consumo! Bastaram algumas gastroenterites para me darem razão.
Um efectivo tão elevado após a seca de 2005 (mortalidade massiva tb de lagostins) atesta a capacidade de recuperação desta espécie (ex.túneis que podem ter 1m). Valham-nos as lontras!